SÃndrome do impostor
- Rui Terrinha
- há 3 horas
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Há temas que atravessam a vida de muita gente e a sÃndrome do impostor é um deles. Mesmo quem trabalha em áreas de cuidado ou criatividade sente este conflito por dentro.
No meu caso, enquanto terapeuta e músico, vivi durante muito tempo a sensação de que não podia assumir os dois lados em pleno. Como se ao ser competente numa área estivesse automaticamente a falhar na outra. Esta ambivalência cria um ruÃdo interno que se instala no corpo.
É um bom exemplo de como este padrão funciona, porque não nasce da realidade, nasce da forma como a pessoa sente o seu lugar.
O que é a sÃndrome do impostor
A sÃndrome do impostor é uma sensação persistente de inadequação. A pessoa entrega bons resultados, recebe elogios e mesmo assim sente que não pertence ao lugar onde está.
Há dificuldade em assumir mérito e tendência para interpretar conquistas como sorte ou circunstância.
O que a pessoa sente
Quem vive este padrão pode experienciar:
Medo constante de ser exposta como incapaz
Sensação de que precisa de fazer sempre mais do que os outros
Incapacidade de desfrutar do próprio sucesso
Receio de assumir novos desafios por medo de falhar
Exaustão por tentar corresponder a expectativas internas rÃgidas
Dificuldade em descansar porque sente que nunca é suficiente
Comparação constante e sensação de desvantagem
Causas e raÃzes emocionais
Conflito interno com identidade e lugar
A sÃndrome do impostor está ligada a um conflito antigo relacionado com identidade e com o direito de ocupar espaço. Não se trata de falta de capacidade. Está mais ligada a lealdades emocionais e a histórias que ficaram sem resolução.
Sensação inconsciente de não merecer
É comum existir uma sensação interna de não merecimento. A pessoa aprende cedo que só é aceite se não falhar, se fizer sempre mais, se for perfeita. Muitas vezes isto surge em ambientes onde reconhecimento e exigência vinham juntos, ou onde havia instabilidade emocional.
Medo simbólico de sucesso
Para algumas pessoas, o sucesso é sentido como risco. Se na história familiar alguém foi punido, rejeitado ou afastado por se destacar, o corpo pode interpretar visibilidade como ameaça. O medo não está na queda. Está na subida.
Duas partes em conflito
Por dentro há uma divisão. Uma parte quer avançar, criar, liderar. Outra tenta proteger, diminuindo, duvidando e sabotando. Não é fragilidade. É um mecanismo de sobrevivência que deixou de fazer sentido no presente.
Corpo em tensão constante
Quando este conflito está ativo, o corpo vive em alerta. Mesmo perante provas de competência, a sensação interna não acompanha. A pessoa sente esforço excessivo, receio de exposição e dificuldade em reconhecer estabilidade.
Como começar a trabalhar este padrão
O foco não está em frases motivacionais. O ponto central é compreender o medo por trás da dúvida. Perguntas simples ajudam a abrir este espaço:
O que aconteceria se eu fosse visto como competente
Quem poderia sentir-se ameaçado se eu ocupasse este lugar
A quem estou a ser fiel quando me diminuo
Quando estas respostas começam a aparecer, o padrão perde força. Não porque a pessoa passa a sentir enorme confiança, mas porque já não precisa de se esconder para sentir pertença.
Se sentes que este tema mexe contigo e queres trabalhar a raiz emocional deste padrão, tens duas opções que podem ajudar.
Útil quando o corpo reage com tensão, dúvida e auto sabotagem. A avaliação muscular ajuda a identificar conflitos internos que não estão acessÃveis pela conversa. Permite libertar bloqueios ligados à identidade, ao merecimento e à segurança interna.
Indicadas quando existe a sensação de que ocupar um lugar causa culpa ou perda de vÃnculo. A constelação ajuda a ver lealdades invisÃveis e histórias que ainda condicionam o presente. É um processo claro, direto e transformador.
Se quiseres marcar uma consulta, podes fazê-lo através do meu site. Posso ajudar-te a clarificar este padrão e a recuperar a sensação de que tens direito ao teu lugar.


